
Jeep: um carro para guerra
Hoje o Jeep é sinônimo de aventura, aliada à liberdade que proporciona a seus passageiros, mas sua origem encontra-se na 2ª Guerra Mundial. O Jeep serviu em todas as frentes da segunda grande batalha que assolou o mundo entre os anos de 1939 a 1945. Foi veículo de reconhecimento, pick-up e limosine de linha de frente. Serviu de carreta para metralhadoras, para porta-munições, transportou lixo, foi carregador de cabos e até taxi. Nas Ardenas, durante a batalha de Bulge (1944 / 45), os Jeep carregados de macas, transportando feridos, abriram caminho em direção às zonas seguras, diante dos blindados nazistas. Os Jeep rebocaram os canhões "antichar" (37 mm), das areias do Sahara, dos pântanos da Nova Guiné e das extensões nevadas da Islândia até os locais de combate. No Egito, os britânicos usaram uma patrulha de Jeep para atacar uma frota de petroleiros, a caminho das forças armadas de Rommel, na véspera da batalha de El Alamein. Já em Guadalcanal, os Jeep fizeram parte do combate com os marinheiros americanos.
O Jeep foi, para muitos, a “maior inovação em 50 anos de história do automóvel”, e muitos queriam ser autores de uma criação tão espetacular, base de transporte e apoio aos exércitos. Dois fabricantes brigaram pela autoria do projeto em 1930, mas história indica que o Jeep que se perpetuou foi criado pela Willys-Overland.
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